segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Marketing Relacional

Definição própria: O marketing relacional é estabelecer o contacto directo com o consumidor/cliente/target, de forma a conhecer as suas necessidades e expectativas no sentido de conquistar a sua atenção e fidelização.

O marketing relacional acompanhou desde sempre a actividade comercial, no tempo que que a proximidade entre o comprador e o vendedor era efectiva, todos se conheciam, portanto era fácil ao vendedor adequar os seus produtos a sua forma de fazer comércio ao seu comprador ou grupo de compradores, entretanto com a própria evolução da humanidade estamos colocados perante novos desafios, assistimos á insdustrialização, á massificação como forma de desenvolvimento produtivo e gerador de riqueza, no entanto a actividade principal que relaciona os intervenientes mantém-se , "vender e comprar".
Lógicamente o contacto de próximidade e o conhecimento deixou de existir, mas continua a ser fiundamental, assim a utilização de novas metedologias que garantam a manutenção do contacto e promovam o relacionamento entre vendedor e comprador é essencial pois permite o desenvolvimento da necessária relação entre a procura e a oferta.

Definição de autor: O marketing relacional refere-se a todas as actividades de marketing orientadas para estabelecer, desenvolver e manter relações eficientes (Morgan e Hunt, 1994).

Vantagens: O conhecimento profundo do cliente/consumidor/target, a possibilidade de obter retorno sobre o seu grau de satisfação, a ideia de personalização, o ganho de confiança e credibilidade, o fortalecimento da imagem de marca.

Desvantagens: Obriga a actualização constante do contacto, desenvolvimento de estratégias e comunicação personalizada, custo da gestão da base de dados, a possível quebra de confiança por parte do cliente por algo que em algum momento não correspondeu ao esperado
Exemplo de um esquema de aplicação de Marketing relacional

Neuromarketing


Definição própria: Técnica que através da utilização de aplicações médicas avançadas, avalia o comportamento emocional cerebral do consumidor, quando o mesmo está perante a necessidade de tomar decisões em momentos de consumo. Os dados recolhidos e analisados por especialistas permitirão a implementação de estratégias mais adequadas por parte de quem disponibiliza para o consumo, determinado produto, marca, serviço ou outro tipo de bem passível de ser transaccionado.

Definição de autor: "O neuromarketing consiste na utilização combinada das tecnologias médicas, com especial incidência pela imagem de ressonância magnética funcional, e dos conhecimentos da psicologia. Não aplicadas ao doente, mas ao consumidor/cliente com a finalidade de conhecer as suas reacções e atitudes perante as marcas, produtos, serviços e até pessoas, e assim elaborar campanhas promocionais e institucionais mais eficazes para promoção destes". McLure e outros, em "Neural Correlates of Behavioral Preference for Culturally Familiar Drinks", publicado pela revista Neuron.

"Neuromarketing is the study of the brain’s responses to advertising, the brands encountered in our daily lives, and all the associated messages and images that are strewn throughout the cultural landscape of everyday life". Jim Meskauskas, editor da iMedia Connection (http://www.imediaconnection.com/).

"El neuromarketing es la disciplina que une los conocimientos de las neurociencias y sus aplicaciones al estudio del comportamiento humano, a la toma de decisiones y a la mejora de las estrategias y políticas comerciales". Néstor Braidot , professor e conceituado especialista argentino .

Vantagens : Elaboração de campanhas especificas em função do conhecimento prévio da reacção do consumidor, facilidade em avaliar resultados aos estímulos por exemplo de um novo produto, obtendo através do Neuromarketing respostas á partida mais fiáveis.

Desvantagens: Custo elevado, imprevisibilidade do ser humano e portanto alguma margem de erro que pode ser relevante, as questões da ética relacionadas com a utilização do Neuromarketing para condicionar as opções do consumidor.

Pai do neuromarketing demonstra em Portugal como o cérebro escolhe o que consome (2008-02-29)
Entre fios ligados à cabeça e a empurrar um carrinho de compras pelo meio das prateleiras de um hipermercado, Isabel sujeita-se a uma experiência inédita que foi realizada em Portugal. Aquilo que vai vendo e escolhendo para comprar é monitorizado através de uma pequena câmera escondida nos óculos escuros que usa e as reacções do seu cérebro a tudo o que vê, ouve ou sente vão sendo registados por um receptor escondido na sua mala de mão.
Trata-se de uma experiência de neuromarketing, realizada quinta-feira no Porto com o objectivo de mostrar aos jornalistas como o neuropsicólogo David Lewis analisa as reacções do cérebro da voluntária Isabel enquanto esta faz compras num hipermercado. Vamos ver o que ela gosta e o que não gosta", explica David Lewis, adiantando que "as pessoas não conseguem simplesmente verbalizar essas emoções porque estão no seu subconsciente". A parte consciente do cérebro - a que consegue verbalizar as emoções - só concebe 11 pensamentos por segundo, acrescenta o cientista, e fazer compras implica "milhões de pensamentos e informações fornecidos pelos sentidos ao cérebro". Por enquanto, a experiência de neuromarketing que David Lewis veio a Portugal realizar não passa de uma demonstração mas, segundo o neuropsicólogo inglês, o processo "é provavelmente a maior revolução na pesquisa de marketing".


Fontes: http://www.meiosepublicidade.pt/ ; http://neuromarketing.blog.com/
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25327&op=all

(Artigo publicado no site Mundo Marketing por: Gulherme Neto)
Entender o comportamento do consumidor é a grande meta de qualquer plano de Marketing de uma empresa. Não faltam seminários, livros, reportagens, artigos e documentários que fazem sua parte ao tentar decifrar essa imprevisível e complexa troca que acontece entre quem compra e quem vende um produto. A novidade dos últimos anos é que até mesmo a ciência está estudando isso. O Neuromarketing ainda está dando seus primeiros passos, porém, diversas corporações preferem não perder tempo e já começam a realizar estudos nesta área.
IUm exemplo: A divulgação de uma pesquisa científica no jornal acadêmico Neuron, da Baylor College of Medicine, em Houston, Texas. O estudo consistia na experimentação dos refrigerantes Pepsi e Coca-Cola. Em um dos casos, os experimentadores não sabiam qual era a marca a bebida que tomaram.
Quando perguntados qual dos dois refrigerantes era melhor, metade respondeu Pepsi. Nesse caso, a ressonância detectou um estímulo na área do cérebro relacionada a recompensas. Já quando elas tinham conhecimento sobre a marca, esse número caiu para 25%, e áreas relativas ao poder cognitivo e à memória agora estavam sendo usadas. Isso indica que os consumidores estavam pensando na marca, em suas lembranças e impressões sobre ela. O resultado leva a crer que a preferência estava relacionada com a identificação da marca e não com o sabor.

domingo, 25 de janeiro de 2009

BUZZ MARKETING

Definição própria: Técnica de Marketing que tem como principal objectivo fazer passar a mensagem utilizando como mensageiros principais os próprios consumidores, são eles os alvos desta técnica, desde que o produto ou serviço seja convincente e responda ás suas expectativas. Podemos considerar como sendo uma técnica de desmultiplicação, é a utilização do chamado boca a boca (boca a ouvido).

Definição de autor:O buzz é a nova poderosa ferramenta de marketing. Eficiente e económico, o Buzzmarketing é o instrumento que “espalha” a mensagem através do “passa palavra”, permitindo obter grandes resultados com um pequeno orçamento para a publicidade.( Mark Hughes, vice-presidente para a área do marketing de uma start-up, denominada Half.com) . Através do “passa palavra”, Mark Hughes aumentou o número de utilizadores da Half.com de zero para oito milhões em apenas três anos.

Vantagens: Facilidade de implementação com custos reduzidos, rapidez na propagação da mensagem.

Desvantagens: O produto tem que corresponder ao expectável, os “líderes de opinião”têm de ser devidamente seleccionados, existe o risco de a mensagem ser distorcida durante a sua difusão.


http://www.youtube.com/watch?v=dFqOBLxhEl8

sábado, 24 de janeiro de 2009

MARKETING GUERRILHA

Definição Própria: O Marketing de guerrilha é uma técnica que utiliza acções ou eventos originais e diferenciadores, recorrendo ao factor surpresa e normalmente aplicado na rua ou outros espaços públicos, por forma a chamar á atenção dos potenciais consumidores para o produto ou serviço que está a ser alvo da acção. Em função da originalidade da ideia implementada, é possível obter visibilidade nos grandes meios de comunicação, sem qualquer custo adicional.

Vantagens: Baixo custo, diferenciação em relação á excessiva massificação das técnicas convencionais, possibilidade de ser aplicada localmente, originalidade e rapidez de execução.

Desvantagens: Se a ideia for de implementação complexa, pode não conseguir a vantagem do factor surpresa, existe o risco de os públicos não conseguirem perceber a mensagem ou perceberem ao contrário do esperado, são acções localizadas e para públicos de pouca dimensão.

Definição de autor : (Marketing de guerilha: Termo criado por Jay Conrad Levinson e descrito no seu popular livro de 1982, "Guerrilla Marketing"). Refere-se a maneiras não convencionais de promover actividades de marketing, com um orçamento muito reduzido. O objectivo é maximizar resultados, com recursos mínimos.


Curiosidade: Em 1929 Edward Louis Bernays, sobrinho de Freud e um respeitado Relações Públicas, criou a primeira ação de Marketing de Guerrilha de que se tem notícia: Passou a seguinte DICA super quente para a imprensa – Haverá uma manifestação feminista e durante a manifestação iam acender a tocha da liberdade. Quando todos os fotógrafos chegaram, cada feminista, todas modelos contratadas, acederam um LUCK STRIKE e fumaram na frente dos fotógrafos. Lembre-se que em 1929 as mulheres NÃO fumavam em público.



"O Google també utiliza"





http://www.youtube.com/watch?v=94UozdncbH0

"Um perfeito exemplo de MKT Guerrilha"



http://www.youtube.com/watch?v=n0qrnNc6FbI






Fontes: http://pt.shvoong.com/tags/marketing-de-guerrilha/
http://www.signcomputer.com.br/
http://www.searchmarketing.pt/
http://icoland.blogs.sapo.pt/tag/icoland

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

MARKETING SENSORIAL

Definição própria – Maketing sensorial é uma das mais recentes técnicas utilizadas pelas marcas, para conquistar clientes. Através da provocação dos sentidos, em acções de maior ou menor impacto procurando chamar a atenção para os produtos, por exemplo através de aromas, sabores, sons, tacto, etc.

A titulo de exemplo temos as marcas de café que colocam uma embalagem que permite ao consumidor perceber o aroma do tipo de café que está no interior, os ambientadores que permitem através da raspagem de determinada área sentir o seu perfume ou os livros com cheiro a chocolate ou a morango.

Pretendem as marcas obter benefícios pela diferença, pois na actualidade o consumidor tem alguma dificuldade em efectuar as suas escolhas atendendo a que tudo está normalmente focalizado nos apelos ao preço, á embalagem e á comunicação das características do produto, sem que no entanto as diferenças sejam assim tão significativas que por si só bastem para que exista uma verdadeira diferenciação.

Definição de autor: Segundo Bemd Schmitt ( Colúmbia Business Scholl) e Alex Simonson (Georgetown University), o Marketing sensorial propõe-se a seduzir os consumidores, através de mensagens que atinjam o hemisfério direito do cérebro ( Emoção), em contraposição ás mensagens que atingem o seu hemisfério esquerdo ( Razão).

Vantagens: Quem não gosta ( a maioria gosta ) de sentir aquele “ Cheirinho” a pão quente, ou a café acabadinho de “ Moer” ou de fazer, são aromas que estão presentes na nossa memória e que sempre que somos confrontados com eles, recebemos um estimulo positivo, faz-nos sentir bem é agradável e na maior parte das vezes somos tentados a consumir os respectivos produtos.
Este tipo de técnica é interessante e eficaz, pois para além da diferenciação em termos de produto, podemos considerar que também permite ao consumidor a experimentação antes de optar pela compra.

Desvantagens: A mistura de sensações diferentes num mesmo espaço e momento, pode levar a algum desconforto, a possibilidade de as expectativas sobre o produto não serem percebidas, o custo e alguma dificuldade da sua implementação.

Um bom exemplo de Markting Sensorial, descolar uma etiqueta e "lamber" para sentir o gost0.


Travesseiro aromático - A linha Confecção Aromática foi criada com fins terapêuticos e utilizam ervas que exalam aromas que proporcionam bem-estar para corpo e mente, em meio à agitação da vida moderna.




Leroy Merlin, abriu em Espanha a primeira loja com utilização alargada de técnicas de Marketing Sensorial






......" en la zona de jardín los clientes disfrutarán de un ambiente floral mediterráneo con aromas de flores autóctonas como el azahar, el jazmín, la buganvilla o la glicinia. En la zona de sanitarios, el aroma será a agua fresca, a mar, a yodo y a dunas. Para las zonas de bienvenida, recuerdo y decoración, una mezcla de olores de flor de loto, muguet y cedro suavizarán el ambiente. En cuanto al sonido, en la zona de jardín se podrán oír zumbidos de abeja, pájaros piando y el movimiento de las hojas de los árboles acariciadas por el viento mientras que en la zona de sanitarios se oirá el agua fluyendo por un río o las olas rompiendo en la playa. " Comentário de Miguel Madrigal, director de marketing do Leroy Merlin Espanha.


Fontes : http://aletp.com/ ; http://www.marketingnews.es/; http://http//www.revistafatorbrasil.com.br




http://www.youtube.com/watch?v=wGDh4k4FCRA

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ENDOMARKETING

Definição própria: O Endomarketing pode ser definido como uma técnica utilizada no ambiente interior das empresas para obter melhores resultados ao nível da motivação, produtividade, inter-acção com o cliente interno, participação em novos projectos, capacidade de mudança, etc.
A empresa procura envolver todos os seus colaboradores na missão, valores e estratégias de desenvolvimento, procurando obter um ambiente favorável á melhoria do desempenho face ao cliente externo.
O Endomarketing tem por base a aquilo a que muitos ainda hoje chamam Comunicação Interna, utiliza diversos meios para fazer chegar a informação, como por exemplo informação directa da hierarquia colaborador e colaborador hierarquia, revistas internas, placard de informação diversa, breves reuniões informais, intranet, etc.

Definição de autor:

Segundo Saul Bekin(1990), no seu livro "Fundamentos do Endomarketing". “Endo”, originário do grego, significa posição ou acção no interior, ou seja, “movimento para dentro”. Endomarketing é, portanto, um conjunto de acções de marketing institucional dirigidas para o público interno (colaboradores, fornecedores, accionistas, vendedores, clientes).

Ainda segundo Bekin (1995), o objectivo do endomarketing é "facilitar e realizar trocas construindo relacionamentos com o público interno, compartilhando objectivos da organização, harmonizando e fortalecendo estas relações" .
Fonte: BEKIN, Saul F. Conversando sobre Endomarketing. São Paulo: Makron Books, 1995.


Vantagens: Facilidade de fazer chegar a mensagem, envolvimento directo Emissor e Receptor, possibilidade de esclarecer dúvidas, reconhecimento da importância dos colaboradores para a organização, linguagem igual para todos os níveis funcionais, partilha de objectivos e resultados, etc.

Desvantagens: Possibilidade de alguma informação interna relevante chegar ao exterior da empresa, excesso de informação que pode levar a algum desinteresse, dificuldade em manter alguns temas actualizados, acesso restrito nos casos de necessidade da utilização de meios informáticos.



Exemplos de Endomarketing:

Revista Interna



Indoor


Cartaz Motivacional




Fontes: http://www.ricardosanchez.com.br/
www.vicomweb.com/blog


http://www.youtube.com/watch?v=YYBpk-3PDf4

terça-feira, 18 de novembro de 2008

MARKETING TRIBAL

Definição própria: O marketing tribal é uma forma de marketing que tem como base a criação de grupos com interesses comuns, por forma a entregar a esses grupos a possibilidade de obterem produtos que vão satisfazer as suas necessidades e desejos.



Um exemplo de marketing tribal, poderá ser a ligação do consumidor a uma qualquer marca, através do chamado cartão fidelização cliente!
Ou será que no caso, apenas será considerado marketing tribal, se a marca seleccionar dentro do seu universo de clientes com cartão fidelização os grupos com determinado interesse de compra e para os quais passa a enviar vales de desconto, acesso a produtos com algumas vantagens em relação aos restantes clientes, ou ainda outro tipo de informação comercial

Vantagens: Permite obter ganhos e facilitar o “ contacto” com o consumidor, apela á ligação á marca, facilita a propagação dos valores e reconhecimento da marca utilizando recorrendo aos próprios elementos do grupo ( tribo)

Desvantagens: Estratégia vocacionada para nichos de mercado, necessidade de fomentar constantemente a existência do grupo( tribo)


http://comunicacaomarketing.blogspot.com/2006/10/marketing-tribal.html
http://www.slingshot.online.pt/marketing-tribal-slingshotonlinept